Mas e ainda assim, o que é amar? Fica a questão no ar. E realmente um querer inevitável, uma saudade doentia, uma dor insuportável? Porque se for então não amo ninguém, nunca amei e creio que jamais amarei. Mas se amar for querer a felicidade do objeto de desejo mesmo que distante de mim, neste caso talvez seja amor.
Não compreendo como posso amar e querer perto e ainda assim não demonstrar. Não é que eu não sinta, sinto muita coisa. Quase uma overdose de sentimentos às vezes. Mas externalizar isso, aí se torna pouco provável. Nasci com a ideia de que amor é para tolos. Porque perder tempo amando? Mas acabo me modificando. Há tantas belas histórias por aí… Mas são elas ‘histórias’ ou ‘estórias’? Porque um sentimento tão bonito se torna tão complicado? Acho que a graça não está só em amar como dizem.
É tudo que isso causa, tudo que isso envolve, vira, revira e retorce. O fato de se questionar se amo ou não já me faz rir. Em que parte isto se torna tão complicado não sei. Adoro analisar pessoas e cá entre nós, meu maior mistério sou eu mesma. Me escondo tanto dentro de mim, que crio segredos que desconheço.
Não faço parte das pessoas que gostam de se lamuriar por amores fracassados. Faço parte daquelas que nunca amam. Mas se amarem, vai ser para valer a pena. Vai ser para durar e ser bem feito.
Você não ama da noite para o dia, você apenas se apaixona da noite para o dia, mas paixão é quase uma gripe, te ataca e te retorce e quando vai embora você esquece rápido de tudo que sentiu. Amor? Amor é outra coisa meu amor. Só não sei o quê.


















