Quando alguém te pergunta ”e aí você está bem?”, o que você responde? Pela minha cabeça passam mil coisas e só consigo falar ”aham e você?”
Porque as pessoas perguntam tanto se nunca querem mesmo saber? Coisa chata essa. Parece que essa pergunta só te faz lembrar de tudo que está mal na sua vida e pior, que você não pode compartilhar.
Sou do tipo psicóloga e não vejo nada de mal sentar e ficar horas ouvindo alguém se lamentar e me pedir conselhos. Se eu acho que posso ajudar, porquê não?
Mas é aquele velho ditado, ”se conselho fosse bom a gente não dava, vendia”. Mas e quando você não pede conselho? Nossa… aí chovem palpites.
Falta semancol ou pessoas que saibam a hora de se calar mesmo? Acho que os dois. Eu sou do tipo que raramente aceito conselhos. Aprendi muito sozinha e são pouquíssimas as pessoas que escuto e valorizo os conselhos. Todas mais velhas e muito bem escolhidas.
Quer um conselho? Eu sei que ninguém pediu, mas apesar de saber que muita gente pensa exatamente o contrário sobre mim, eu sou uma pessoa solitária por opção. E a solidão faz você pensar coisas que só se pensa sozinha. Acredite, sem interferências você cria soluções com mais facilidade.
Não tenho certeza, mas acho que já falei sobre isso aqui. Gosto de pensar sozinha, ficar sozinha e pior, odeio atender o celular. Não atendo, nunca. Mensagem até respondo, mas atender, não. Acho que tenho fobia de pessoas às vezes, sei lá.
Acho que quando você deixa muitas pessoas palpitarem na sua vida você se sente mais perdida do que estava antes de escutar uma overdose de opiniões supérfluas (ou não).
Eu sei que tem gente que é contra, mas adoro livros sobre positividade, deixar de lado o mau humor, ver o lado bom das coisas (até as ruins), e por aí vai.
Me reergui psicologicamente falando, a base de muita leitura. Não é à toa que só eu sei lidar comigo, sou mesmo complicada. Mas pelo menos eu me entendo.
Tenho preguiça de pessoas, se puder evitar fico em casa lendo um bom livro, vendo um filme com pipoca e só.
Não sou completamente antissocial, tem pessoas e pessoas. As que eu amo ver mas tenho preguiça (isso é sério), as que eu odeio ver e ignoro no duro (elas sabem que eu as odeio) e aquelas que eu amo muito e nunca me pesa vê-las (essas são poucas).
Eu tenho poucas amigas e raramente faço novas. Porquê? Não dou abertura, inconscientemente, mas faço isso sempre.
É verdade que trabalho muito às vezes e não tenho tempo para nada, mas é verdade também que valorizo tanto a solidão que quando tenho tempo fico sozinha e muito feliz sozinha.
Acho que só assim reorganizo a bagunça que é a minha vida, as ideias, os planos e os pensamentos. Eu controlo e muito meus pensamentos, depois de tanta coisa ruim a negatividade impera, nada melhor que se obrigar a pensar em coisas boas. E digo sem medo, funciona!
Acho muito que quando não tem pessoas te prejudicando, a felicidade é uma questão de escolhas. Você tem que escolher o que te faz bem, feliz e revigora todos os dias.
Sair da zona de conforto é a frase chave. Às vezes literalmente. Nem sempre algo que está na sua rotina necessariamente te faz feliz. E se você pode eliminar ou substituir porquê não tentar?
Gente, não sei o que vão achar desse post, espero que gostem de verdade. Eu adoro uma filosofia (saudades professor Alexandre) e falar sobre a vida e a forma que cada um a vê para mim é terapia. Então, bora tomar uma café e fale-me sobre você! Beijos!















